O que a Música da Banda Manowar “Guyana” Tem a Ver Com o Pastor Jim Jones?

Conforme acontecido em 18 de novembro de 1979, 918 pessoas morreram em um misto de suicídio coletivo e assassinatos em Jonestown, uma comuna fundada por Jim Jones, pastor e fundador do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã de orientação socialista.

Foi uma tragédia que chocou o mundo inteiro na época, o pastor que no estado americano de Indiana que realizava curas “milagrosas” falsas, ele promoveu junto aos seus seguidores idéias igualitárias, impondo vestimentas modestas para os frequentadores e também fornecendo comida gratuita no inverno para pessoas pobres. Com isso ele atraiu uma multidão para sua seita.


Esse movimento fanático cresceu a cada dia com caravanas e distribuição de folhetos com as idéias do grupo liderado por Jim Jones, a maioria dos integrantes da seita eram usuários de drogas e moradores de rua das regiões de Detroit, Houston e Cleveland, eles realizavam testemunhos e reuniões no Templo de San Francisco na Califórnia.

Em seu auge, em meados dos anos 70, o Templo dos Povos reuniu cerca de 3 mil membros, dos quais 70 a 80% eram afro-americanos pobres. Estatísticas exageradas do próprio movimento subiam seu número para 20 mil pessoas.

As finanças do movimento provinham de doações de seus membros ou de pessoas influentes. Objetos pessoais de Jones e amuletos eram também vendidos e o Templo chegou a ter estação de rádio e sua própria gravadora de discos.

Jonestown

Após denúncias motivadas pela deserção de oito jovens membros da igreja em 1973, o grupo dirigente do Templo se fechou em torno de Jones e sua liderança pessoal. A partir de então, relatos de ex-membros registram planos e simulações de suicídio coletivo.

Em 1974, o Templo arrendou uma gleba de terra na Guiana, junto à localidade de Port Kaituma, próximo à fronteira com a Venezuela. Ali Jones, com sua família, pretendia erguer o “Projeto Agrícola” do Templo dos Povos, formando a comunidade informalmente denominada de Jonestown.


Pesaram contra Jones acusações de sequestro de crianças de ex-integrantes que tinham abandonado o Templo. Outras denúncias incluíam: 1) ameaças físicas e morais e mentais diretamente aos membros da seita, separados de qualquer contato com suas famílias; 2) tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos; 3) exigência de entrega de propriedades e 25% da renda de cada membro da seita; 4) interferências de Jones na escolha do casamento e na vida sexual dos casais; 5) isolamento das crianças em relação aos seus pais; 6) campanha constante junto à mídia para dar uma impressão favorável e boa a Jones e ao Templo.

Em novembro de 1978, o Congresso dos Estados Unidos autorizou uma viagem de Leo Ryan para a Guiana (com a assistência de repórteres da NBC, para investigar as acusações de sequestro movidas contra Jones, bem como informações de que os membros da comunidade em Jonestown viviam miseravelmente.


Ryan e sua comitiva foram recebidos calorosamente em Jonestown, em 17 de novembro de 1978, o que gerou um comentário positivo do congressista a respeito das condições de vida na comunidade isolada na floresta. Porém, no dia seguinte, a deserção de alguns membros da comunidade (que quiseram se reunir ao retorno da comitiva) criou um clima de tensão no local. Jones concordou com a saída, denunciando os desertores como traidores, e à tarde, Ryan foi atingido por um ataque desferido com faca e teve que apressar a retirada de Jonestown.

Ao chegar à pista de pouso do Port Kaituma, o avião que deveria levar Leo Ryan e sua comitiva foi alvejado pela guarda que fazia a segurança de Jim Jones. Ryan, três repórteres e uma ex-integrante do culto foram mortos. Foi a única vez em que um congressista dos Estados Unidos foi assassinado no cumprimento do dever.

Suicídio Coletivo

Mais tarde, naquele mesmo dia, os 909 habitantes de Jonestown, incluindo 304 crianças, morreram de envenenamento por cianeto, principalmente em torno pavilhão principal do assentamento. Isto resultou no maior número de civis estadunidenses mortos em um ato deliberado até os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Gravações apreendidas pelo FBI dão conta que Jim Jones influenciou na decisão das pessoas que morreram a tomarem um tipo de suco que continha o referido veneno.

A Música Guyana (The Cult Of The Damned)

A música Guyana da banda Manowar faz referência a esse grande massacre acontecido por essa seita de Jim Jones, na composição da banda mostra o lado das pessoas fanáticas por Jim e trata como Culto Do Amaldiçoado. É claro Amaldiçoado Jim Jones que induz pessoas que acreditavam nele a tomarem o veneno da morte. É uma ótima música que mostra o jogo sujo que é o fanatismo que assola esse mundo até os dias de hoje, causando mortes por meio das mentiras criadas por homens maus que querem sempre dominar a mente das pessoas.

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